Você já ouviu falar que o brasileiro precisa comer mais proteína? Essa ideia está sendo questionada por um estudo da USP. Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde analisaram dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 e mostraram que, mesmo entre os 20% mais pobres, só 2,6% da população consome proteína abaixo das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). (fsp.usp.br)
O que realmente falta no prato da maioria das pessoas são frutas, legumes e verduras (FLV). Uma pesquisa que acompanha hábitos alimentares dos adultos nas capitais, mostra que 78,6% não chegam à recomendação mínima de 400 gramas diárias de FLV da OMS. (bvsms.saude.gov.br)
Isso não significa que a proteína não seja importante, mas sim que, no dia a dia da maioria dos brasileiros, o maior desafio é incluir mais alimentos frescos e coloridos no prato. Frutas simples no café da manhã, legumes refogados ou assados no jantar, uma salada rápida no almoço… Pequenos ajustes já fazem muita diferença.
O estudo ainda reforça algo que a gente já sabe no consultório: suplementos ou dietas hiperproteicas muitas vezes não são necessários. O caminho para uma alimentação mais saudável e equilibrada passa, antes de tudo, por mais alimentos frescos, diversidade e atenção aos sinais do corpo.
Se você quiser conferir todos os detalhes, o estudo completo está aqui: O mito do déficit proteico.
Com mais cores e mais vitalidade no prato, a alimentação deixa de ser só sobre nutrientes e passa a ser sobre cuidado com o corpo, com a saúde e com você mesma.

